Falta alguma coisa e talvez no fim não culpe ninguém. Mas não me apetece andar mais atrás de ti.

 

Não me apetece tropeçar por te seguir. Outra vez.

 

Não me apetece querer ser-te tudo, agora.

 

Mas continuo a querê-lo, inevitavelmente.

 

E depois as tuas palavras cheias de tudo ecoam na minha mente quando te alcanço ao longe,

 

embora tu nem olhes na minha direcção.

 

Depois tu não estás aqui comigo

 

mas as tuas palavras rodeiam-me

 

envolvem-me e fazem-me acreditar que

 

nunca te foste embora, que por um momento habitamos

 

fisicamente o mesmo espaço.

 

E eu quase que consigo sentir esta mentira como verdade.

 

Eu quase que te vejo ao longe a deixar-me para trás e quase que acredito que vens para me salvar.

Mas o meu sempre nunca foi o mesmo que o teu e eu só tenho de aceitar isso. . .

 

[ in *ZAHIR ]

pormenorizado por T às 15:00